sábado, 15 de setembro de 2012

E o prêmio beleza/charme/estilo masculino...

...vai para.............ESTOCOLMO, SUÉCIA!

Sim, meus queridos. É com essa alegria toda que inicio o relato da viagenzinha pra Suécia. É, assumo que estou ficando metida, ainda mais começando as viagens pelos países mais caros - Noruega e Suécia - (coincidentemente). Mas se pararmos para pensar, faz sentido: no início do intercambio você ainda tem um dinheirinho. E, de qualquer forma, as duas viagens foram muito oportunas.

Enfim, para ir a Estocolmo, by Ryanair, claro, paguei 16 euros cada trecho. Isso, com taxa, deu papo de 38 euros ida e volta. A merda da Ryanair é que deixa sempre em aeroportos distantes, logo, morri em uns 26 do onibus - ida e volta - do aeroporto pra Estocolmo (centro) e vice versa. O hostel que reservei foi o mais barato que encontrei - 25 euros, quarto com 28 cabeças - e bem localizado (dica do Fábio, amigo meu que se hospedou lá quando foi). Vale salientar que o hostel dava café e chá, macarrão (e, malandros, vendiam o molho para quem quisesse cozinhar; nem era caro!) e ainda tinha incluído um café da manhã, com pão, biscoito, geleias, leite.

O Hostel - Best Hostel Stockholm Old Town - fica na parte velha da cidade - Gamla Stan, bem turística, com prédios importantes, incluindo o palácio, e mil lojinhas lindas! Pra quem não sabe - e eu me incluia nessa! - Estocolmo é formada por 14 ilhas e é conhecida por aqui como a Veneza do Norte. De fato, consegui enxergar semelhanças, sobretudo nessa parte antiga da cidade, nas ruas estreitas, etc. Mas a cidade vai além, sabe?! A impressão é de que cada ilha tem um estilo, uma cara, uma característica que se sobressai mais. Essa geografia da cidade, cercada de água, repleta de pontes, barcos, transatlanticos, faz tudo ficar ainda mais encantador. E eu digo isso porque não esperava grandes coisas da cidade...e aaaii de quem trocar Estocolmo por Oslo! Nessa rivalidade aí, dá Suécia disparado!

Bem, para os que pensam em ir para lá, 2 dias são suficientes para brincar. A não ser que você seja fascinado por museus - a cidade tem mais de 70 deles! Você acha um a cada esquina! No entanto, pelas minhas pesquisas, conselhos alheios e observações lá, o que vale a pena MESMO é o Vasa Museu - onde você larga 110 dinheiros (estudante 80).

(Adoro essa nomenclatura para me referir aos SEK, coroa sueca...imagine só: 25 dinheiros num café, 80 num mc donald da vida, 200 e pouco pra entrar numa boate...hahahaha num é o máximo?! Fico pensando nas crianças lá...que jamais ficam orgulhosas em saber contar até dez: é só a partir de 100 que da pra brincar de ser inteligente por lá!)

VASA MUSEU

Voltando ao Vasa. Com folheto de informação e site traduzido para o português, já ganhou meu respeito! Aproveitemo-nos das informações:

"O Vasa é o único navio de guerra do século XVII existente no mundo. Com 95% do casco original do barco preservado e ornamentado com centenas de esculturas talhadas, o Vasa é um tesouro artístico único e uma das maiores atracções turísticas do mundo. A 10 de Agosto de 1628, um potente navio de guerra deixava o porto de Estocolmo. Era o recentemente construído Vasa, cujo nome se deve à dinastia Vasa reinante. À medida que o imponente navio se deslocava lentamente na direcção da entrada do porto, levantou-se uma rajada de vento. O Vasa inclinou-se, mas voltou a endireitar-se. Uma segunda rajada de vento fez com que o barco se inclinasse completamente para um dos lados. A água infiltrou-se através das canhoneiras abertas e o Vasa afundou-se, levando com ele para as profundezas do mar, pelo menos, 30 ou mesmo 50 dos 150 tripulantes. Só passados 333 anos é que o Vasa voltou a ver a luz do dia. Após vários anos de preparação, o Vasa voltou novamente à superfície em 24 de Abril de 1961".









Para descer no mar

Cinema digno, que conta toda a história do navio, com legenda (quando vi, tava em espanhol)


CITY HALL

Outra parada interessante é fazer o tour guiado no tal City Hall. Ok, quando comentei isso com um sueco, ele riu a beça - pra eles qualquer parada de turista é ridículo, né?! Enfim, lá eles dão papel de informações em português também e o tour é de 40 minutos. Achei que fosse ficar cansada disso, mas passou lindamente rapidinho. O inglês da menina fofa que foi nossa guia era bem facinho de entender, ela era clara, informações curiosas, objetivas...

Lá, os pontos "altos" são o Salão Azul (que não é azul), local onde acontece o jantar do Premio Nobel (o Nobel da Paz é entregue em Oslo e os outros, em Estocolmo) e um outro salão dourado, muito bonito. A gente também passa pelo lugar onde os políticos se reunem uma vez por mês, se não me engano, para debater as coisas. Pequeno, mas organizado...espacinho pra imprensa no alto, com computadores, etc....gostei, gostei. Mas nada tão absurdo. O resto é aquilo, né, lustre bonito, pinturas, pã. Para isso, largamos 70 dinheiros, digo, SEK. Adulto era 90.





Salão Azul (???)


Salão Dourado

Torre do City Hall

Politicagens

Jardim do City Hall

Por fim, cada um segurando a serpente que pode



PALÁCIO REAL

Não fiz o passeio dentro do palácio porque meu amigo fez e disse que era beeem pobrinho. E ahhh, se nem a família real quis morar lá...por que eu iria?! Logo, queridos, economizei provavelmente uns 100 dinheiros - muito bem empregados numa refeição no MAX, rede de fast food local, com direito a trooooco! Voltando ao palácio, os guardinhas são mais bem humorados e menos rigidamente disciplinados como os de Londres, por exemplo (ai, comparação de gente metida a viajante!) É grande e imponente, até. Bem perto do hostel em que ficamos, de frente para o "mar".


Puxei papo, claro. Disse que "ele" ia pro Brasil. Aí ele se abriu todo agradecendo, né?


Pura realeza!

Troca da guarda: pouca sincronia e soldadinhos rindo




TORRE DE TV, PRÉDIOS PÚBLICOS, MUSEU DE ARTE MODERNA

Tá, vou tentar ser mais sucinta agora - tenho certeza de que no máx 2 pessoas acompanham essa merda, lendo. A torre de tv não é uma atração impredível lá. Mas tínhamos tempo sobrando, então pensamos: por que não ver a vista panorâmica da cidade?! Tá, aí as pobres abriram o mapa e foram caminhando...e caminhando....e caminhando....no meio do mato, do nada...onde todo mundo vai de ônibus! Mas de ônibus? Pagando em SEK? Não, camiiiinha, gordinha. 1 hora de caminhada do hostel até aquela merda. 45 dinheiros pra subir e beber água do banheiro (que, malandramente, era quente. Logo, eu tive que beber correndo, antes de aquecer. Até mudei de banheiro pra desfrutar da água fria inicial de outro). É legal, mas nada demais. Só se tiver tempo sobrando mesmo.

Quanto aos museus, pra quem gosta, Estocolmo é o paraíso! Haja museu, putaquilpariuuu! Dizem que tem mais de 100. A gente passou pelo Nordiska e o Skansen, mas não entramos. Muito caros pra muito blablabla. Conheceríamos melhor a cultura local empregando o dinheiro numas cervejinhas e nos enturmando! Raaaam! Só fui ao museu de Arte Moderna porque queria ver a exposição Picasso x Duchamp. Ahhh, estudei Duchamp na faculdade, acho ele o máximo! E nem sabia dessa rixa com o Pica. Foi bem legal. A Ana ficou me esperando no hallzinho porque num ia morrer em....sei lá, 70 dinheiros!






Rua com 90 cm de largura (Mårten Trotzigs grand)





Torre de TV

Caminho sem fim!

Parte da vista lá de cima

Até a abelha na Suécia faz pose


Comum: bares com cobertores 

Cozinha do hostel

Vista da cozinha do hostel

Cozinha onde eu e Ana faziamos nosso jantar: massa que o hostel dava! =D


Bem, no geral, foi isso!

Agora, aguardemos a próxima viagem...que já tem data marcada, babeee: de 1 a 3 de outubro, Munique, Oktoberfest! =D

Beijooo!

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Pubs e frio

Olá, queridos!

Tudo bem?!

Ritmo de festa, pã, velhotas fazendo aniversário...

E ontem eu fui a um pub com o pessoal da minha sala - e claro que carreguei meus amiguinhos chegados também: Bernard Shaw - nome de um dramaturgo irlandês. O lugar pode passar batido se você estiver passando pela rua. Mas quando você entra, é bem aconchegante. No primeiro ambiente, um bar onde só 2 atendentes se viram pra abastecer a galera. Aí você desce uns degraus e, indo reto, a caminho do banheiro, umas mesinhas (tipo de boteco!) cobertas com uma toalha colorida; na parede, marcas de batom com os nomes das danadas. Aí, beleza. Subindo, um ambiente aberto, com várias pixações, mesa de sinuca, mesas variadas dispersas...me senti num ambiente alterntivinho de Botafogo! Hahahaha. Ainda tem um ônibus, que funciona como um restaurante (no "segundo andar" tem mesinhas) e uma espécie de "trailer lanchonete" na parte de baixo, servindo pizza.



Lucas, Daniel, Diego (embaixo), Rejane, eu e Marco









Quando saimos de lá, passamos no Whelan's, famoso por ser uma das locações do filme PS- Te amo. Ele é bem legalzinho, sem muitas firulas, simples, mas com um espaço bom pra dançar, além de um palco - que, apenas alguns dias da semana, recebe bandas tocando. Normalmente, a música é rock mesmo...a la Casa da Matriz.

Depois, o mexicano da sala, Marco, e um brasileiro, o Daniel, ainda entraram no The George, um noitada gay. Mas a galera foi se dispersando e voltei pra casa - não queria/podia gastar mais dinheiro!

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Clima

Disseram que ontem o frio do inverno começou a dar as caras. Os meninos disseram que fez 7 graus. Acho que tô, incrivelmente, me acostumando com isso. Tava com um casaco fino e uma blusa de manga comprida em baixo. Claro que tava frio enquanto estava parada no primeiro pub (aberto e sem música), mas nada que me tivesse matado!

Só de ouvir as histórias do inverno, do vento gelado cortando o rosto, etc, fico tensa! Disseram que é em outubro que o bicho começa a pegar...e ficar cabuloso em novembro/dezembro. Socorro!

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Giants Causeway e Rope Bridge, Irlanda do Norte - Parte 2

Opa!

Seguindo viagem, na quinta-feira, último dia na Irlanda do Norte, peguei um tour para a famosa Calçada dos Gigantes (já explico!). Uma empresa instalada no hostel cobrava 20 libras, mas, logo na frente do hostel, saia outro tour de outra companhia por 16: lindo, né?! Fui sozinha, porque o pessoal que foi comigo pro show já voltou pra Dublin no mesmo dia.

Enfim, o tour sai de Belfast e vai contornando a costa até o noorte da Irlanda do Norte (Antrim Coastal Road) - onde fica a parada. No caminho, o ônibus vai parando em algumas cidades (Glenarm, Carnlough, Cushendall, Ballycastle, Carrick A Rede - onde fica a rope bridge - Ballintoy...) com paisagens bonitas, castelos, etc. As principais atrações mesmo são  Rope Bridge e Giant's Causeway. Quando saímos desta última, ainda passamos na destilaria Bushmills - irish whiskey! Comprei, inclusive, um whiskey de mel irlandês...vamos ver se isso presta! Espero que chegue no Brasil inteiro! Hahahahaha.

A Rope Bridge pode parecer sem graça pra muita gente, mas foi o que mais achei legal. É uma pontezinha, à la ponte do rio que cai, pequena, que tremeee pra caramba. Tem 20 metros de comprimento, construída com cordas, 30 metros acima do mar! Por ali, de fato, num tem nada demais, propriamente. Mas a água é mais azul, a vista é bonita, a ponte fica bem interessante nesse contexto!


Pequena fila para atravessar a ponte









"A Calçada dos Gigantes, ou como é conhecida em inglês “Giant’s Causeway”, dá o nome de Causeway Coast à costa nordeste da ilha da Irlanda, situada na Irlanda do Norte, território que faz parte do Reino Unido. A Calçada dos Gigantes é uma formação geológica constituída por 40.000 colunas de basalto com formas poligonais quase perfeitas e colocadas lado a lado assemelhando-se a uma calçada para gigantes. Tem uma beleza rara junto ao mar e é magnífico o facto da sua existência ser natural e justificada pela geologia, mas mantém um mistério secular derivado da aparente artificialidade que dificilmente faria imaginar que não há ali mão humana. Por todas estas razões atrai milhares de turistas e foi classificado pela UNESCO como Património Mundial.

A Calçada dos Gigantes gerou sempre uma grande admiração pelo carácter misterioso e lendário da formação rochosa. Diz a lenda irlandesa que um gigante chamado Finn MacCool queria enfrentar numa luta um gigante escocês chamado Benandonner, mas havia um problema, não existia uma embarcação com tamanho suficiente para atravessar o mar e levar um ao encontro do outro. A lenda diz que MacCool resolveu o problema construindo uma calçada que ligava os dois lados, usando enormes colunas de pedra. Benandonner aceitou o desafio e viajou pela calçada ate à Irlanda. Ele era mas forte e maior do que MacCool. Percebendo isso a esposa de Finn MacCool, de forma muito perspicaz decidiu vestir o marido gigante como um bebé. Quando Benandonner chegou à casa dos dois e viu o bebé, pensou: “Se o bebé é deste tamanho, imagine-se o pai!”, e fugiu correndo de volta para a Escócia. Para ter certeza de que não seria perseguido por Finn MacCool destruiu a estrada enquanto corria, restando apenas as pedras que agora formam a Calçada dos Gigantes. A explicação geológica para esta formação diz que na região de Antrim pré-histórica havia actividade vulcânica. As rochas de basalto que saíram de uma erupção deixaram estas fantásticas colunas, na maioria hexagonais, mas também com mais ou menos arestas".  (Ler mais: http://www.destinosdeviagem.com/calcada-dos-gigantes-irlanda/#ixzz24Zz5UCsA Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial).








Bem, e foi isso! Cheguei em Belfast por volta de 19h e peguei o ônibus de 19h30 para Dublin, meio cansada. Mas já pronta pra ir pro karaoke aqui com a galera!

A próxima viagem agora é dia 6, quinta, para Estocolmo, Suécia. Até lá, eu coloco alguma novidade por aqui, mesmo que menos emocionante!

Beijão!

Nanda.